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Grupo ensaca dezenas de corpos LGBTs no centro de São Paulo

Um grupo de atores promoveu no último domingo (23) uma cena que chamou atenção, provocou surpresa e questionamentos no centro de São Paulo. Durante o Performix da Satyrianas, o Coletive Friccional ensacou dezenas de corpos LGBTs para falar sobre a LGBTfobia.

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O grupo – que surgiu do encontro de aprendizes da Formação 16 do Núcleo de Formação do Ator da Escola Livre de Santo André, em 2013 – contou com a participação de 40 pessoas, que emprestaram seus corpos para performance "Contar os Corpos e Sorrir?" na Praça Roosevelt.

A arte começou com frases preconceituosas saindo de uma caixa de som e a presença de cinco figuras encapuzadas – vistas nitidamente como os opressores. Elas começam a ensacar todas as pessoas que estão com um triângulo rosa no peito (a marca que homossexuais recebiam durante o nazismo) pela praça e a colocar os corpos "mortos" ao chão.

Logo após, a fala de ódio começa a se misturar com o som de música eletrônica e todos os participantes rasgam o saco e saem num ato de resistência e empoderamento.

"É importante saber que nesse formato não representamos os corpos de LGBT já assassinados, mas representamos nós mesmos: os corpos que esse tipo de discurso quer amedrontar e eliminar. É numa atitude de resistência que levantamos para dançar sobre esse discurso e não ceder a ele", afirma o ator Kako Arancibia.

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O fotógrafo Conrado Carmven declarou que a performance teve uma imagem visualmente "forte" e "emocionante", sobretudo quando o grupo rompe com os discursos de ódio. "Como plateia, me senti contagiado com essa vontade contida de romper com isso. Você vai ouvindo aquelas atrocidades sendo repetidas e isso, de fato, vai te inflamando. Quando eles rompem, é uma verdadeira catarse para quem está assistindo e incomodado com aquilo".

Vale lembrar que o Brasil morreram pelo menos 273 LGBTs somente em 2014, segundo Grupo Gay da Bahia. Porém, os números de assassinatos por homotranfobia tendem a ser maiores, pois o GGB contabiliza somente os casos que tiveram alguma repercussão na mídia. 

Veja as imagens:


(Fotos: Conrado Carmven)


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