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A revolução por um mundo reacionário

Por definição, revolução, no âmbito das relações humanas, significa mudança brusca e violenta na estrutura econômica, social ou política de uma sociedade ou Estado; uma reforma, transformação ou mudança completa. Ao contrário disso, reacionário é um termo usado para expressar a manutenção de um estado já existente, fazendo permanecer as normas, regras, códigos e condutas que já figuram em determinada sociedade.
 
Isto posto, pensemos um pouco sobre a sociedade contemporânea brasileira, esta que está ou tenta estar dentro dos padrões das nações ocidentais mais poderosas do mundo, sobretudo os Estados Unidos, ratificando um discurso pra lá de imperialista. Nesta análise rápida, já encontramos a resposta que norteará as reflexões deste artigo.
 
As décadas de 1960 e 1970 foram testemunhas de mudanças comportamentais. O movimento negro reergueu sua voz; as mulheres queimaram seus sutiãs; os estudantes e intelectuais valorizaram de forma bastante interessante os aspectos mais simples da vida, vivendo em comunidades; os homossexuais levantaram sem medo a bandeira do arco-íris e a sexualidade passou a ser vivida como expressão contestatória de uma sociedade que tinha sobrevivido a uma guerra mundial. Estavam no auge da juventude os baby boomers, geração que acreditava que o sonho tomaria o poder.
 
Os jovens desta geração são hoje os pais e até avós dos dias de hoje e, infelizmente, reproduzem quase que em coro, os padrões que eram de seus pais e que foram contestados por eles naquele momento. Depois deles, vieram os filhos da geração X. E com drogas, sexo e rock’n’roll tentaram mostrar ao mundo que eram os filhos da revolução, que eram burgueses sem religião e estavam dispostos a cuspir o lixo em cima de uma sociedade que os oprimiam.
 
Hoje está na flor da juventude uma geração que foi batizada como sendo a Y. Uma geração que cresceu junto com uma das maiores e mais significativas revoluções mundiais: a da informação. Se há dez mil anos a revolução agrícola mudou radicalmente a estrutura econômica, política e social, hoje, o acesso e a velocidade da informação causaram cicatrizes profundas na forma que se conduzem as relações interpessoais.  Afinal, muito rapidamente, um acontecimento em Tóquio é conhecido, quase que instantaneamente, do outro lado do globo. Está aí um dos significados e alcances da Globalização. E junto com os "Y", vem mais uma revolução… Agora em marchas! Convocadas e divulgadas virtualmente. Eu sou parte desta geração. Sou um típico Y e, ao invocar sobre mim determinadas características (que associo a tal geração), sou vítima daquilo que estou tentando criticar: a padronização do Ser.
 
Caberá, neste momento, a pergunta chave: será que estamos entendendo o significado de revolução? Será mesmo que estamos modificando as nossas relações e interpretações que temos sobre o mundo que nos cerca?
 
Acredito, infelizmente, que, geração após geração, década após década, evoluímos tecnologicamente. Não utilizamos uma lança feita de madeira para matar um animal selvagem, mas usamos as teclas de um computador na tentativa de matar o que há de mais humano em nossa vida cotidiana. Claro, sem muito resultado, afinal, contrariando nossos ideais mais utópicos, estamos ainda reproduzindo os mesmos códigos que vêm norteando as sociedades pós-guerra.
 
Mesmo o movimento gay, concebido (pelo menos teoricamente) para ser um dos movimentos mais revolucionários que o Ocidente, e Oriente também, já conheceu, afinal, faria cair por terra o machismo, uma das mais poderosas ideologias presentes em nosso meio. Mesmo o movimento gay acabou sendo vítima de um sistema padronizador e higienizador das relações humanas. Afinal, o que se tenta com tantos movimentos de cidadania? O que se tenta com tantas manifestações? Claro que, sem desmerecer o caráter importante de tais atos, não podemos deixar de perceber que, no fundo, homossexuais querem passar despercebidamente e serem tão iguais quanto os heterossexuais. Isso lá é revolução? Não é nem nunca foi…

Por isso, meu amor, Elis ainda é tão forte quando diz: "… ainda somos os mesmos, e vivemos, como nossos pais!!!"
 
Tá dado o recado…
 
Beijo, beijo, beijo… Fui…


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